Automação intralogística: o que considerar antes de avançar?
Nos centros logísticos mais avançados do mundo, a automação intralogística já faz a diferença. A Macy’s é um bom exemplo, automatizou centros logísticos e acelerou o tempo de resposta ao cliente para menos de 1 dia. Também na Europa, cada vez mais empresas repensam o equilíbrio entre pessoas e tecnologia.
A pressão por produtividade, segurança e previsibilidade de custos é cada vez maior. Picos sazonais, erros de picking e limitações de espaço tornam a eficiência uma prioridade. Neste contexto surge a questão: quando é o momento indicado para automatizar?
A decisão não é simples. Exige dados e um plano por etapas adequado ao contexto de cada empresa para agir com segurança.
Primeiro passo: faça um “Quick Check” à sua operação
Nem todas as operações estão prontas para automatizar. Será que a sua já está pronta? Se três ou mais destes sinais se verificam, é hora de agir.
Estes sinais indicam que o modelo atual começa a atingir o limite de eficiência.
A questão deixa de ser “se” e passa a ser “como” começar. Com o Automation Quick Check da Linde MH, é possível avaliar a operação e identificar áreas de maior retorno potencial, sem interromper a atividade.
KPIs que suportam a decisão
A automação começa com dados fiáveis. Antes de qualquer investimento, defina um objetivo operacional que permita medir progresso e retorno.
- Produtividade: unidades por hora (UPH) ou linhas processadas por operador.
- Capacidade: percentagem de SLA (Service Level Agreement) cumprido e lead time médio.
- Qualidade: percentagem de encomendas perfeitas sem devoluções.
- Custo: euros por linha ou por encomenda preparada.
- Segurança: número de incidentes por 100 000 horas ou danos mensais.
Quando estes indicadores são monitorizados com regularidade, através de soluções como o Linde Warehouse Navigator (WMS), as decisões deixam de depender de perceções e passam a basear-se em factos.
Se, por exemplo, o custo por linha aumentou 12% num ano e a taxa de erro duplicou, há dados claros para justificar um piloto de automação.
Quando não automatizar
Automatizar sem estabilidade é arriscado e reconhecer isto é sinal de maturidade operacional.
Existem momentos em que é preferível reforçar a base antes de dar o próximo passo.
Se o layout muda com frequência, os volumes são imprevisíveis, os dados ainda são insuficientes ou o retorno do investimento é incerto, a automação pode criar mais complexidade do que valor.
Nestes casos, o foco deve estar em consolidar o essencial: estabilizar processos, garantir dados fiáveis e formar equipas consistentes.
Muitas vezes, pequenas melhorias, como redefinir fluxos de picking, otimizar percursos ou digitalizar tarefas críticas, já geram melhorias imediatas e preparam o terreno para uma automação bem-sucedida.
A automação só traz resultados sustentáveis quando há previsibilidade, repetição e controlo.
Saber esperar o momento certo também é uma decisão estratégica.
Quando a operação atinge estabilidade e os processos já estão sob controlo, é o momento de passar da análise à experimentação.
Como testar a automação sem arriscar a operação
A automação intralogística não tem de acontecer de uma só vez. Muitas empresas optam por pilotos de baixo risco, realizados em 60 a 90 dias, para testar a viabilidade técnica e preparar a transição para processos logísticos automatizados.
- Piloto numa célula crítica: como o picking ou o abastecimento interno.
- Automação parcial: recurso a orientação assistida, sensores ou AMRs (Autonomous Mobile Robots) em circuitos definidos.
- Escalonamento faseado: piloto, depois expansão controlada e integração total.
Esta abordagem reduz deslocações manuais em 30% e incidentes em 40%, mantendo a produtividade. O segredo está em começar pequeno e crescer com base em resultados concretos. A Consultoria de Fluxo de Materiais da Linde MH ajuda precisamente a planear estes pilotos, simulando cenários e riscos antes da aplicação no terreno.
Como a Linde Material Handling ajuda nesta decisão
A Linde Material Handling atua como parceira de decisão e execução faseada em todas as etapas do processo.
Diagnóstico e Planeamento
Com o Automation Quick Check, a Linde ajuda a avaliar se a automação é adequada à operação. A metodologia da Consultoria de Fluxo de Materiais permite simular o layout e reduzir riscos antes do investimento.
Tecnologia Escalável
A série MATIC/AMR oferece empilhadores, porta-paletes e tratores automatizados com navegação inteligente e segurança certificada para operar lado a lado com pessoas. Estas soluções podem ser implementadas gradualmente, adaptando-se à maturidade e necessidades de cada operação.
Software e Orquestração
O Linde Warehouse Navigator (WMS), a VNA Navigation Interface e o Linde Truck Call coordenam fluxos e tarefas, garantindo menor tempo de espera e maior continuidade operacional.
Acompanhamento ponta a ponta
Desde o diagnóstico até ao arranque, a Linde MH acompanha todo o percurso, assegurando integração técnica, segurança e ergonomia em cada fase.
Resultados e próximos passos
Os resultados falam por si, segundo benchmarks internos da Linde MH em projetos de automação faseada, os resultados médios são consistentes:
- Aumento de produtividade até 25%.
- Redução de erros de picking até 40%.
- Disponibilidade de frota acima de 99%.
- Retorno do investimento em menos de 18 meses, dependendo da escala.
De acordo com a Gartner (2025), um em cada vinte gestores de supply chain passará a gerir robots em vez de pessoas até 2030.
As empresas que iniciam a automação com dados sólidos e pilotos controlados ganham vantagem competitiva mais cedo.
Decidir com dados, agir com confiança é com a Linde MH
Automatizar é uma decisão estratégica, mas com informação fiável e um parceiro experiente, deixa de ser um risco e passa a ser uma evolução natural. A Linde Material Handling apoia-o a definir o momento, o plano e a escala ideal para avançar com segurança.
O seu armazém está pronto para automatizar?